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KairosLink

Instalar o agente Linux

Como instalar o agente em um servidor Linux com uma única linha de comando, quais são os requisitos, quais módulos funcionam e em que ele se diferencia do agente Windows.

No Linux não há instalador para baixar nem geração para esperar. O painel te dá uma linha de comando, você cola no servidor e pronto.

Este guia cobre a instalação, a verificação, o diagnóstico e, acima de tudo, o que o agente Linux faz e o que ele não faz comparado ao do Windows. Essa última parte é o que define o que você pode prometer a um cliente com servidores Linux.

Em que ele se diferencia do agente Windows

Se você acabou de instalar o agente Windows, isto é o que muda:

Windows Linux
O que você recebe Um arquivo MSI de uns 17 MB Uma linha de comando
Como ele é produzido Gerado por cliente, de 30 a 90 segundos Já está publicado, entregue na hora
Vencimento 7 dias Não vence
Personalização na geração Nome, local, departamento, tipo Nenhuma
Arquiteturas 32 e 64 bits Somente x86_64
Requisito obrigatório Windows systemd
Implantação em massa Via GPO pelo painel Com as suas próprias ferramentas
Atualização pelo painel Sim Não
Acesso remoto Sim Não; existe no Windows e no macOS

Obter o comando

Vá em Clientes, abra o cliente, aba Dispositivos, card Instalador, botão Criar instalador. Você precisa da permissão Gerenciar computadores.

Na caixa de diálogo, a aba Linux. Essa aba não tem campos para preencher: ela mostra o comando e nada mais. Botão Copiar comando.

O comando tem esta forma:

curl -fsSL https://app.kairoslink.io/install/TOKEN | sudo bash

O token está na URL, não dentro de um arquivo. Ele é a credencial de cadastro desse cliente, a mesma que o MSI do Windows carrega. Trate-o como uma senha: quem o tiver pode adicionar dispositivos a esse cliente.

O comando não vence. Diferente do MSI, que morre depois de 7 dias, esta linha funciona enquanto a credencial do cliente continuar ativa. Você pode guardá-la na sua documentação interna e reutilizá-la.

Requisitos

São quatro, e o script os verifica nesta ordem:

  1. Root. Não é negociável: o sudo do comando está ali por um motivo.
  2. systemd. Este é o requisito absoluto. Sem systemd o agente não instala.
  3. Arquitetura x86_64. Não existe agente para ARM. Se você gerencia servidores ARM, eles não estão cobertos hoje.
  4. Uma distribuição reconhecida. As famílias principais estão validadas: Debian e derivadas, Red Hat e derivadas, SUSE.

Se a sua distribuição não está na lista mas cumpre os outros três requisitos, dá para forçar a instalação com --forzar-distro. Funciona, mas fica fora do que foi verificado.

Internet de saída na 443 até o painel. Como no Windows, o agente inicia todas as conexões para fora: nenhum IP público e nenhuma porta de entrada são necessários.

O binário é linkado estaticamente (musl): ele não depende da glibc da distribuição, então não há dependências para instalar nem conflitos de versão. Ele é publicado pelo GitHub Releases, mas a máquina não precisa alcançar o GitHub: o painel faz proxy dos arquivos do agente, então o download sempre vem do domínio do KairosLink, exatamente como no Windows e no macOS.

Se o servidor passa por um proxy

Existe uma armadilha que vale conhecer: o primeiro curl roda com o seu usuário, mas os downloads de dentro do script rodam sob sudo, que limpa as variáveis de ambiente.

Se o servidor precisa de um proxy, use sudo -E para que as variáveis sejam preservadas.

Instalar

Você cola o comando no terminal do servidor e ele roda sozinho. O script verifica os requisitos, baixa os arquivos, valida a integridade deles, escreve a configuração, instala o serviço e o inicia.

Uma boa instalação termina assim:

[  OK  ] El servicio io.kairoslink.agent.service esta ACTIVO
[ INFO ] El equipo deberia aparecer en el panel en menos de un minuto.
[ INFO ] Fingerprint de este equipo: ...

Guarde esse fingerprint. É o mesmo valor registrado no painel, então ele é a forma mais direta de casar um servidor físico com a linha dele na lista de dispositivos.

Se o serviço não subir, o script imprime o status e 40 linhas de log, e sai com erro.

Opções úteis

O instalador aceita parâmetros. Os mais usados:

Opção O que faz
--forzar-distro Instalar em uma distribuição não verificada
--version-agente Fixar uma versão específica em vez da mais recente
--local Instalar a partir de arquivos que já estão na máquina, sem baixar
--help Listar todas

Instalar sem acesso à internet

Se o servidor não consegue alcançar o painel, a caixa de diálogo tem um menu Arquivos do agente com URLs diretas.

Baixe os quatro arquivos, deixe todos na mesma pasta do servidor e execute:

chmod +x install.sh
sudo ./install.sh --token TOKEN --local

O chmod é necessário porque um download por HTTP não preserva o bit de execução.

Instalação em massa

O painel não tem ferramenta de implantação em massa para Linux. Não existe equivalente à implantação via GPO do Windows.

A linha curl | sudo bash se encaixa perfeitamente no Ansible, no cloud-init ou em um laço por SSH, mas isso você monta por conta própria, com as suas ferramentas, e o painel não guarda registro nenhum da campanha.

O que é instalado

Caminho O que é
/usr/local/bin/kairoslink-agent O binário
/usr/local/bin/kairoslink-agent-uninstall.sh O desinstalador
/etc/systemd/system/io.kairoslink.agent.service O serviço
/etc/kairoslink/agent.conf Endpoint e token
/var/lib/kairoslink/ A identidade da máquina

O serviço se chama io.kairoslink.agent e sobe junto com a máquina.

Os caminhos não são configuráveis: eles são compilados dentro do binário.

Um detalhe de segurança que importa: o agent.conf guarda o token de cadastro do cliente em texto puro, protegido por permissões 0600. Um backup do /etc desse servidor leva junto a credencial do cliente inteiro. Tenha isso em mente ao desenhar os seus backups.

Verificar

No servidor:

systemctl is-active io.kairoslink.agent
journalctl -u io.kairoslink.agent -f

No painel, a tela Dispositivos. Como no Windows, o que confirma que ele está vivo é a coluna Visto por último, não a linha existir.

O que ele faz e o que ele não faz

É isto que define o que você pode vender a um cliente com servidores Linux.

O que funciona

O que falta

Abas que não aparecem em uma máquina Linux

Seis abas ficam ocultas porque não existe equivalente honesto:

Aba Por quê
Inicialização Não há equivalente real; o mais próximo são as unidades do systemd habilitadas, já visíveis em Serviços
Registro Não existe registro no Linux
Impressoras O equivalente seria o CUPS, com um modelo de dados diferente
Certificados O repositório de certificados do Windows não existe
Bloqueios de conta É um recurso do Active Directory
Nível funcional do domínio É um recurso do Active Directory

Uma armadilha que vale conhecer

O agente Linux roda dentro de um ambiente systemd endurecido, e tudo o que ele executa herda isso. Entre outras coisas, ele enxerga /usr como somente leitura.

Consequência prática: um comando que instala pacotes, lançado pelo console do painel, pode falhar com um erro de sistema de arquivos somente leitura que não menciona o systemd em lugar nenhum. O mesmo vale para comandos que precisam escrever dentro do diretório pessoal de um usuário.

O módulo de aplicação de patches instala pacotes sim, e funciona: isso é resolvido de outra forma. O que pode falhar é um comando manual escrevendo nesses caminhos.

Se você vem do Windows, é isto que mais vai te surpreender: comandos falhando por motivos que não estão no comando.

Quando ele não aparece

O comando retornou um erro e não instalou nada. O script é explícito: ele diz para você se falta root, se falta systemd, se a arquitetura não é x86_64 ou se a distribuição não está na lista. Leia a mensagem.

O instalador disse OK, o serviço está ativo e o dispositivo não aparece. Verifique o log com journalctl -u io.kairoslink.agent -f. As causas são as mesmas do Windows: token rotacionado, cliente excluído, limite do plano atingido, ou o servidor sem rota até o painel na 443.

O dispositivo aparece mas o painel o trata de forma estranha. Verifique se o sistema operacional foi detectado corretamente na ficha dele.

Reinstalar

Reinstalar sobre uma instalação existente não duplica o dispositivo: ele é reconhecido pela impressão digital de hardware, e o /var/lib/kairoslink também preserva a identidade dele.

O script avisa você quando detecta uma reinstalação.

Para atualizar o agente, rode o mesmo comando de instalação de novo. Não use a aba Agentes do cliente: essa tela trabalha com o instalador do Windows.

Desinstalar

No servidor:

sudo /usr/local/bin/kairoslink-agent-uninstall.sh

Se você quer preservar a identidade da máquina para que uma reinstalação posterior não apareça como um dispositivo novo, existe a opção --conservar-estado.

Do lado do painel, o dispositivo se comporta como no Windows: se o agente conseguir reportar, ele some da lista; se não, ele fica Offline e você o tira com Remover da lista.

Perguntas frequentes

Preciso gerar alguma coisa antes de instalar? Não. O comando já existe, você copia e cola.

O comando vence? Não. Ele funciona enquanto a credencial do cliente continuar ativa.

O mesmo comando funciona em vários servidores do mesmo cliente? Sim, sem limite de tempo.

Eu tenho servidores ARM. Eles não estão cobertos hoje. O agente é somente x86_64.

A minha distribuição não está na lista. Se ela tem systemd e é x86_64, tente com --forzar-distro. Fica fora do que foi verificado, mas funciona.

Posso assumir o acesso remoto de um servidor Linux? Não. O acesso remoto funciona hoje no Windows e no macOS; no Linux não.

Como eu atualizo o agente Linux? Rodando o comando de instalação de novo. A tela de Agentes não despacha atualizações para Linux.

Um comando do console falha com "read-only file system". Isso é o endurecimento do systemd: o agente enxerga /usr como somente leitura e o que ele roda herda isso.

Existe um .deb ou um .rpm? Não. A instalação é por script e o agente não aparece no gerenciador de pacotes.

Posso instalar com o Ansible? Sim. A linha de comando se presta bem a isso, mas o painel não oferece ferramenta nenhuma e não registra campanha nenhuma.

Atualizado em 22 de agosto de 2026

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